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Amostra grátis · Capítulo 1

Montando sua mesa: como instalar, conectar e preparar o Claude para a gestão de tráfego

Segunda-feira, nove da manhã. Você tem três relatórios para entregar até o fim do dia, um cliente novo pedindo diagnóstico e uma planilha enorme esperando no e-mail. Você abre o Claude, cola um pedido rápido e recebe uma resposta educada, bem escrita e genérica, que serviria para qualquer conta do mundo. O problema não está na IA. Está na mesa em que ela foi colocada para trabalhar.

Este capítulo monta essa mesa do zero, mesmo que você nunca tenha usado IA. Ao final dele, o Claude vai ler os dados reais de Meta Ads, Google Ads e GA4 começando em modo leitura, sem poder alterá-los, seguir o método por meio das skills, conhecer o critério de cada cliente, gastar menos do seu limite de uso e trabalhar em várias contas no mesmo dia sem misturar informação. Nada disso exige programar.

A ordem é a de quem monta um escritório. Primeiro você entende o que é o Claude e qual modelo usar, depois instala as skills e conecta as contas de anúncios e de análise, testando cada conexão. Em seguida vêm o manual do cliente, os projetos, a memória e as pastas, e por fim os hábitos de pedir bem, revisar antes de enviar e melhorar o método a cada semana. Essa sequência acompanha as etapas 0 a 3 da trilha, que continua sendo o roteiro oficial.

O que é o Claude e como ele funciona para quem nunca usou IA?

O Claude é uma inteligência artificial de conversa: você escreve um pedido em linguagem comum e ele responde, analisa arquivos, escreve textos e organiza dados. Não é uma busca no Google nem uma planilha. Ele gera a resposta a partir do que você mandou na conversa e do que aprendeu no treinamento.

Tudo acontece em uma conversa. Cada conversa nova começa do zero, sem lembrar das anteriores, a menos que você use projetos ou a memória, que aparecem mais adiante. O pedido, também chamado de prompt, é a mensagem que você digita. O contexto é tudo o que acompanha esse pedido: o objetivo, o cliente, o período, a meta e o formato que você quer receber. Pedido curto e sem contexto gera resposta genérica.

Você pode anexar arquivos e imagens pelo botão de mais, no canto da caixa de mensagem, arrastando o arquivo ou colando um print. Hoje o limite é de 30 MB por arquivo e até 20 arquivos por conversa, com PDF, planilha, CSV, texto e imagens em JPEG, PNG, GIF ou WebP. Esses números podem mudar; se o envio não for aceito, confira a central de ajuda.

No seletor de modelo, perto da caixa de mensagem, aparecem versões diferentes do Claude. Algumas respondem mais rápido, outras pensam com mais cuidado em tarefas longas. Os nomes mudam com o tempo, então escolha pela descrição que aparece ali. Existe também um limite de uso por período, que varia com o plano. Arquivos grandes e conversas muito longas consomem esse limite mais rápido.

Agora o ponto mais importante: o Claude pode errar com total confiança. Ele pode trocar uma coluna, somar o período errado ou inventar um número que parece plausível. Isso acontece porque ele gera a resposta mais provável, não consulta uma verdade absoluta. A defesa é simples: peça que ele mostre de onde tirou cada número, compare com a plataforma e nunca envie ao cliente um dado que você não conferiu.

Com essa base, você já sabe o suficiente para o primeiro teste. O pedido pronto desta seção faz o próprio Claude explicar, no seu contexto, como trabalhar com ele.

Passo a passo

  1. Entre em claude.ai com seu login e clique para iniciar uma conversa nova.
  2. Confira no seletor perto da caixa de mensagem qual modelo está ativo e leia a descrição dele.
  3. Cole o pedido pronto, troque os colchetes pelo seu caso e envie.
  4. Anexe um relatório de teste pelo botão de mais e peça um resumo em 5 linhas.
  5. Pergunte de onde saiu cada número do resumo e compare com o arquivo original.
  6. Se algo não bater, aponte a diferença e peça a correção na mesma conversa.
  7. Anote o que funcionou: tipo de contexto, formato pedido e o que precisou corrigir.

Qual modelo do Claude usar para análise de conta e para tarefas repetitivas?

Um erro comum de quem está começando é deixar o modelo mais potente ligado para tudo, do diagnóstico de conta à troca de nome de cinquenta anúncios. Funciona, mas sai caro. O modelo é a versão do Claude que responde, e cada uma tem um peso diferente no seu limite de uso.

A divisão prática segue o tipo de tarefa. Análise de conta, diagnóstico e estratégia pedem raciocínio, e aí vale usar o modelo mais capaz. Renomear, formatar e resumir são tarefas mecânicas, que rendem bem em um modelo mais leve. Reservar o potente para a decisão deixa limite sobrando para o que de fato exige pensamento. Entre os dois extremos há tarefas mistas, como escrever o texto de um relatório a partir de números já conferidos, e nelas vale testar antes de decidir.

Quando estiver em dúvida, pergunte ao próprio Claude. Cole o pedido pronto descrevendo a tarefa, e ele diz se ela é de raciocínio ou mecânica e qual tipo de modelo combina, considerando o custo no limite. A troca em si é feita por você, no seletor da conversa.

Melhor ainda é testar uma vez. Rode a mesma tarefa em dois modelos, compare as respostas e anote qual serviu para cada tipo de trabalho. Essa tabela simples vira sua referência. Só lembre que nomes e recursos dos modelos mudam com frequência, então confira o que o seu plano oferece antes de fixar qualquer escolha. Se precisar trocar de modelo no meio de uma análise longa, retome o contexto em poucas linhas antes de continuar, para o novo modelo não partir do zero.

Passo a passo

  1. Liste as tarefas da semana e separe as de decisão das mecânicas.
  2. Cole o pedido pronto descrevendo uma tarefa por vez.
  3. Veja no seletor da conversa quais modelos o seu plano oferece hoje.
  4. Rode a mesma tarefa em dois modelos e compare a qualidade da resposta.
  5. Anote qual modelo serviu a cada tipo de tarefa e use essa tabela daqui em diante.

O que é uma skill do Claude e como ela deixa o resultado com a sua cara?

Uma skill é um conjunto de instruções salvo que o Claude lê sozinho quando o seu pedido combina com a descrição dela. Com as fontes conectadas, ela é a segunda peça da mesa: a que guarda o seu jeito de trabalhar.

Imagine o critério que você usa para decidir se uma campanha merece mais verba, ou a estrutura fixa dos seus relatos ao cliente. Hoje você explica isso de novo em cada conversa. Escrito em uma skill, o critério é registrado uma vez e aplicado em todas as contas. É isso que faz a resposta parar de soar genérica e começar a soar como você.

Na prática, uma skill é só texto bem organizado. Ela começa com uma descrição curta, que diz em que situação deve ser usada, e segue com as instruções em si: os passos, os critérios e o formato de entrega. Por isso a descrição importa tanto. Se ela for vaga, o Claude não sabe quando acionar a skill. Se for clara, ele a encontra sozinho sempre que o pedido combinar.

Skills prontas, inclusive as de terceiros, ajudam, mas pedem leitura antes da ativação. Algumas instruem a IA a acessar dados ou a seguir passos que você não escolheria. Para ver o que já está ativo, cole o pedido pronto: o Claude lista cada skill, explica em uma linha o que ela faz e em que tipo de pedido entra. O que você não reconhecer, desative. Com o tempo, a sua skill própria tende a ser a mais valiosa da lista, porque registra decisões que nenhuma skill pronta conhece.

Passo a passo

  1. Abra Personalizar > Skills (se o menu for outro, procure por Skills nas configurações) e veja a lista.
  2. Leia a descrição de cada skill ativa e desative o que você não reconhece.
  3. Cole o pedido pronto em uma conversa e leia a lista que o Claude devolve.
  4. Compare a lista com o que você esperava e anote o que está faltando.
  5. Escreva seu critério de trabalho em uma skill própria, em texto simples.

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